Você ouve música ou escuta?
Certo dia, voltando de São Paulo pela Rodovia dos Bandeirantes por volta das duas horas da manhã, com o sono batendo de um lado e a responsabilidade do outro, optei por escutar um som mais pesado que o “pop” que tocava na rádio para permanecer acordado até chegar ao meu destino.
O primeiro CD que encontrei no carro foi dos Titãs e quando ouvi algo como “os pulsos e os punhos cortados” achei que deveria prestar mais atenção na letra alegre da música “Flores”.
A letra de 1989, por Tony Bellotto, Sérgio Britto, Charles Gavin e Paulo Miklos, nos remete à imagem mórbida de um defunto em um caixão. Trata-se de alguém com os pulsos e os punhos cortados e o resto do corpo inteiro, olhando até ficar cansado de ver os olhos no vidro do caixão, com flores cobrindo a parte superior da caixa de madeira e por todos os lados, inclusive debaixo da cabeça. Bom, definitivamente isso não tinha nada de alegre.
O primeiro CD que encontrei no carro foi dos Titãs e quando ouvi algo como “os pulsos e os punhos cortados” achei que deveria prestar mais atenção na letra alegre da música “Flores”.
A letra de 1989, por Tony Bellotto, Sérgio Britto, Charles Gavin e Paulo Miklos, nos remete à imagem mórbida de um defunto em um caixão. Trata-se de alguém com os pulsos e os punhos cortados e o resto do corpo inteiro, olhando até ficar cansado de ver os olhos no vidro do caixão, com flores cobrindo a parte superior da caixa de madeira e por todos os lados, inclusive debaixo da cabeça. Bom, definitivamente isso não tinha nada de alegre.
Foi assim que descobri que as letras das músicas têm muito a nos ensinar e já que eu estava em um momento reflexivo, achei que deveria entender a profundidade da música Epitáfio, também dos Titãs. Veja alguns trechos da música, como são interessantes:
“Devia ter amado mais, ter chorado mais; Devia ter arriscado mais e até errado mais; Ter feito o que eu queria fazer; Devia ter complicado menos, trabalhado menos; Devia ter me importado menos com problemas pequenos; Queria ter aceitado as pessoas como elas são”.
Claramente Sergio Brito, em 2001, homenageando o recém falecido Titã Marcelo Fromer, mostra como nos escondemos atrás dos problemas e não conseguimos enxergar as coisas de uma forma mais “macro”, desperdiçando o precioso tempo da vida.
Outro trecho bem interessante é o da música “É preciso saber viver” de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. A música diz que “toda pedra no caminho você pode retirar; uma flor que tem espinho, você pode se arranhar”. Pedra no caminho é um problema, mas pode ser resolvido. Já as flores, que normalmente representam o romantismo, deveriam apresentar caminhos menos tortuosos, mas não é o que a música sugere ao falar dos “espinhos”.
E completa de forma fantástica: “Se o bem e o mal existem, você pode escolher. É preciso saber viver”.
Os autores mostram que tanto as pedras como as flores existem e ambos podem ou não ser um problema, cabe a você essa escolha.
Ao ouvir uma música, busque compreender o que o autor deseja exteriorizar e fique pasmo com a quantidade de coisas que você pode aprender.
Foi assim que descobri que as letras das músicas têm muito a nos ensinar e já que eu estava em um momento reflexivo, achei que deveria entender a profundidade da música Epitáfio, também dos Titãs. Veja alguns trechos da música, como são interessantes:
“Devia ter amado mais, ter chorado mais; Devia ter arriscado mais e até errado mais; Ter feito o que eu queria fazer; Devia ter complicado menos, trabalhado menos; Devia ter me importado menos com problemas pequenos; Queria ter aceitado as pessoas como elas são”.
Claramente Sergio Brito, em 2001, homenageando o recém falecido Titã Marcelo Fromer, mostra como nos escondemos atrás dos problemas e não conseguimos enxergar as coisas de uma forma mais “macro”, desperdiçando o precioso tempo da vida.
Outro trecho bem interessante é o da música “É preciso saber viver” de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. A música diz que “toda pedra no caminho você pode retirar; uma flor que tem espinho, você pode se arranhar”. Pedra no caminho é um problema, mas pode ser resolvido. Já as flores, que normalmente representam o romantismo, deveriam apresentar caminhos menos tortuosos, mas não é o que a música sugere ao falar dos “espinhos”.
E completa de forma fantástica: “Se o bem e o mal existem, você pode escolher. É preciso saber viver”.
Os autores mostram que tanto as pedras como as flores existem e ambos podem ou não ser um problema, cabe a você essa escolha.
Ao ouvir uma música, busque compreender o que o autor deseja exteriorizar e fique pasmo com a quantidade de coisas que você pode aprender.