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Mostrando postagens de 2015

Finanças são para crianças?

Dinheiro, salário, impostos, gastos, investimentos e poupança são palavras que podem ser aprendidas na idade escolar e serem extremamente úteis para a formação de um adulto mais consciente.   Muito se discute sobre a educação financeira voltada para crianças. Alguns profissionais da psicologia entendem que se trata de um processo de adultização, alegando que ensinar administração do dinheiro é tão coisa de adultos quanto aulas de direção, sexo ou participação política.   Respeito a opinião desses profissionais, mas não compactuo da mesma orientação pedagógica e entendo serem equivocadas as comparações.   Veículo é uma máquina que demanda coordenação motora adequada, força e por desenvolver velocidade, exige capacidade de reação rápida. O veículo é um meio de locomoção automotor e qualquer negligência, imprudência ou imperícia pode causar graves acidentes. Por outro lado, carros de controle remoto bem como veículos de jogos de videogame não são tão assustadore...

O menino das maçãs.

Muitas pessoas buscam uma fórmula milagrosa para enriquecer e a história do menino das maçãs poderá servir como exemplo para quem deseja construir fortuna.   Essa é a história do menino que ficou milionário. Tinha jeitão de pobre, vestia camiseta surrada, branca estampada com propaganda de loja. Usava calças cinza, largas, com a barra acima do tornozelo, tecido esgarçado e calçava chinelos de dedo com o calcanhar para fora, demonstrando claramente utilizar uma numeração não condizente com o tamanho de seus pés, que, aliás, desfilavam sujos pelas ruas e com unhas mal cuidadas. Estava só, sem família, sem destino. Final de semana perambulava pelas ruas do bairro pedindo dinheiro. Certo dia, mais precisamente quarta-feira, era dia de feira na região e o menino passou pela barraca de maçãs, vendidas ao preço de R$1,00 cada. Com uns trocos no bolso, entregou as moedas ao vendedor e adquiriu uma unidade. Antes de comer, lavou a fruta, secou com um guardanapo limpo, lustr...

Falar é fácil, difícil é fazer.

Buscar novas fontes de renda, reduzir custos e eliminar despesas parece uma tarefa fácil, até o momento em que você se depara com a necessidade de fazê-lo. Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil em julho de 2015 revela que o brasileiro reconhece a importância de corretas atitudes ligadas ao consumo para a vida em sociedade, mas nem todos praticam. Apenas dois em cada dez brasileiros podem ser considerados consumidores plenamente conscientes. Ninguém aprende a andar de bicicleta apenas observando. É necessário montar, encontrar o próprio equilíbrio, cair algumas vezes até que se consiga pedalar sem apoio. Aprende-se a fazer o ajuste da altura do banco, guidão e com o passar do tempo, ao adquirir experiência, alguns utilizam marchas e ficam até mais exigentes, buscando inclusive materiais específicos. Orçamento familiar segue a mesma regra. Definitivamente não é possível resolver todos os problemas de uma só vez dado que se faz necessário, primeiramente, analisar o cenário a...

Economia brasileira dos últimos 6 meses não é a mesma da última década.

Por Borochovicius, E. e Vidotti, J. A. Em 2015, a população brasileira atingiu a expressiva marca de 204,4 milhões de pessoas, representando crescimento de 10,42% nos últimos 10 anos, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma grande parte desse número é representada pela População em Idade Ativa (PIA), que compreende pessoas entre 15 e 64 anos de idade, composta principalmente por empregados e empregadores, pessoas que trabalham por conta própria, estagiários e aprendizes, desempregados em busca de recolocação no mundo do trabalho e licenciados pela Previdência Social. Destaque para um aumento não expressivo, mas de grande relevância, no percentual do PIA, de 66,11%, em 2005, para 68,92%, em 2015, ou seja, o número de pessoas com idade suficiente para contribuir para a movimentação e dinâmica na economia aumentou. Apesar de estarem enquadradas no perfil das pessoas em idade economicamente ativa, nem todas, no entanto...

Como sobreviver em tempos de crise

A situação econômica no país está complicada. Foram mais de 10 anos de inflação estável, mas os números iniciais de 2015 preocupam. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) referente ao mês de março desse ano a 1,32%, o maior percentual desde fevereiro de 2003 (1,57%). A inflação média dos 3 primeiros meses de 2015 atingiu 1,26%, sendo a energia elétrica a principal responsável pela alta registrada. Para ter uma ideia de grandeza, de 2004 a 2014, a média do índice foi de apenas 0,46%. De forma simplificada, os preços estão subindo, não em função de demanda, mas especialmente pela elevação de preços de energia elétrica, combustível e água. A população está sem dinheiro e temerosa pela possibilidade de perda do emprego, já que as empresas não estão vendendo. O caos está formado. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou 6,9%, atingindo 83,4 pontos em março de ...

Como resistir às promoções.

As ofertas tentadoras saltam aos nossos olhos diariamente, mas a situação econômica do país não favorece. O que fazer?   O momento econômico é de inflação alta, taxa básica de juros crescente e com isso, taxas creditícias em percentuais descabidos, impactando nos resultados do mercado que se apresenta arrefecido.   O comércio precisa de faturamento para arcar com as suas responsabilidades financeiras e não muito raro, surgem promoções interessantes. Tem aparecido “Black Night”, Dia do Consumidor, Páscoa (antecipada), Taxa Zero e uma série de outras propostas comerciais que possam justificar a apresentação de descontos que animem o consumidor a gastar.   O problema é que, assim como as empresas, as pessoas físicas também estão sem dinheiro. O supermercado está mais caro, os almoços e jantares já não são mais os mesmos, as despesas com água, energia elétrica e combustível correspondem a uma parte maior do orçamento doméstico e a alta taxa de desemprego passa a ...

Uma reflexão simplória sobre a crise energética.

Os maiores gastos com a energia não são residenciais, mas a reflexão simplória sobre a crise energética talvez seja válida. Nos meses de dezembro e janeiro faz muito sol, pouca chuva e para evitar problemas de saúde e mal estar, o ar condicionado e umidificador geralmente ficam ligados por mais tempo que o normal. As tradicionais festas de final de ano são inevitáveis e por conta disso, é natural o aumento de consumo de energia com o uso da geladeira, máquina de lavar louças e máquina de pressão para a limpeza da área externa. Além disso, comumente as pessoas ficam mais tempo em casa, seja em função de férias coletivas, seja recesso, consumindo mais energia. Vale ressaltar que independente da crise hídrica, a consciência ambiental deve imperar e a área externa ser lavada com a água proveniente da máquina de lavar roupas, armazenada em recipiente apropriado. Tomando como exemplo apenas uma residência, em análise simplificada, o resultado foi um aumento de 111% na conta de e...

Precisa ser rico para falar de finanças?

Como leciono finanças, não muito raro os alunos questionam se sou muito rico para falar sobre investimentos, orçamento, financiamentos ou até mesmo para uma breve análise de mercado. A esse tipo de pergunta considero responder, muitas vezes, com sarcasmo, mas a razão supera a emoção e como vivemos no mundo do politicamente correto, acabo sendo gentil e faço uma enorme explanação fundamentada em autores de prestígio e resultados de mercado. Como esse texto é para reflexão, optei por abrir o meu coração, deixar a politicagem de lado e dizer o que gostaria de responder de fato a esse tipo de pergunta. Você se aconselharia sobre um problema de saúde com algum médico que fica doente? Não é porque se trata de um profissional da saúde, que esteja imune às doenças. Teoricamente todo médico ao se formar em medicina, tem plena capacidade de clinicar, embora cada um busque a sua especialidade. Em finanças, a analogia me parece razoável. Não é porque estudo finanças que es...