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Mostrando postagens de 2011

Perdendo dinheiro?

Fui questionado quanto ao mau momento da Bolsa e, num dado momento da conversa, iniciaram as reclamações e os “choramingos” em relação à quantidade de dinheiro perdido com os momentos de crise. Parei para refletir sobre o exposto e questionei o motivo de estarem vendendo na baixa, quando fui surpreendido com a informação de que as ações permaneciam em carteira. ​ Ora, se as ações ainda não foram vendidas, não houve perda financeira, em especial se o objetivo inicial do investimento não alcançou o seu tempo de maturação. Concordo que deixar de ganhar ou perder é muito semelhante, mas neste caso, se o objetivo de investimento é de longo prazo e ainda não foi alcançado, não é justo contabilizar o prejuízo. É possível que, para estancar perdas maiores no exterior, grandes fundos exerçam seus papéis mais líquidos no Brasil, derrubando os preços, ainda que as empresas listadas na Bolsa apresentem dados fundamentalistas maduros e consistentes. Portanto, o simples fato dos papéis estar...

Orçamento

A palavra orçamento normalmente assusta muita gente em função do stress que causa anualmente, em especial, no período de sua preparação. Existem vários métodos orçamentários: o empresarial, que é baseado nos dados contábeis; o contínuo, que é a renovação do período concluído e sua replicação; o base zero, que funciona baseado no planejamento estratégico; o método flexível, com a projeção dos recursos para vários níveis de atividade; o por atividades, que é um orçamento fundamentado em projeção por meio de direcionadores, como o Activity Based Costing (ABC) e Activity Based Management (ABM); e o orçamento perpétuo, que traz a projeção da relação causa versus efeito entre os processos. ​ De acordo com Tavares (2000), cada unidade da empresa deve refletir sobre o seu papel no futuro da companhia e o materializar em objetivos e ações que pretende desenvolver no sentido de alcançá-los. Fazer o orçamento simplesmente para o controle de gastos, como não muito raro se aplica nas empres...

​Saúde Financeira

Ao tratar do assunto “educação financeira”, a queixa mais frequente de uma grande massa da população brasileira é a falta de capital para investimento. Todos sabem que uma administração financeira eficiente se faz com aumento de receitas, redução de gastos, ampliação do prazo de pagamento e antecipação do recebimento, mas poucos conseguem realizar estas quatro atividades básicas. ​ Para o profissional que trabalha dentro das normas da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), cuja jornada de trabalho é geralmente de oito horas diárias, o tempo é restrito para a obtenção de novas receitas. Mas é possível desenvolver diversas tarefas que permitam ao trabalhador buscar novas fontes de renda. Assim, encontrada uma atividade que se encaixe em sua rotina, basta aplicar a receita extra no mercado ou em um negócio próprio. ​ Vale destacar que as receitas provenientes do salário são chamadas de receitas ativas, e as recebidas sem a necessidade do esforço pessoal são as receitas passivas. ...

Endividados

Endividado sim, inadimplente não! Este é o slogan mais comum daqueles que justificam despesas maiores que as receitas. Uma vez que não existe capacidade financeira para satisfazer seus desejos, parcelar é a solução. ​ É desta forma que muitos de nós adquirem ou já adquiriram bens de valores altos, como automóvel, moto ou casa, e de valores menos significativos, como roupas, remédios, alimentos e materiais de limpeza. O endividamento é o pagamento futuro de um bem adquirido no presente, a uma determinada taxa de juros, com recurso tangível ou intangível de terceiros.  A inadimplência é a falta do pagamento da dívida. Mas por que as pessoas contraem dívidas? ​ No caso da pessoa jurídica, o capital de giro é necessário. Por isso é estruturado um departamento financeiro com tesouraria e controladoria. A aquisição de máquinas ou equipamentos, o aumento de um turno para atendimento da demanda, estoque, pesquisa e desenvolvimento são algumas das razões que levam uma empresa a ...

Verbos do dinheiro

Dinheiro é para ser guardado, certo? A resposta comum, até alguns anos atrás, era sim, sem a menor sombra de dúvida. Guardar era seguro e evitava danos à saúde financeira nos momentos de intempéries. Mas, atualmente, o verbo mais propício para o uso do dinheiro é investir. ​ A diferença básica é que guardar significa manter o dinheiro a postos para os imprevistos, e investir, colocar o dinheiro para circular, servindo para o fomento da economia e financiamento de atividades empresariais, de curto ou de longo prazo. O mercado financeiro está regulado e autorregulado, as informações, melhor disseminadas, os produtos oferecidos são variados, atendendo aos mais diversos perfis, e o investidor está mais bem educado financeiramente. Tudo isso contribui para a fortificação do sistema financeiro e garante maior conforto ao investidor, que disponibiliza seu resíduo de caixa, vislumbrando melhoria na rentabilidade dos seus recursos. ​ Guardar e investir, porém, não basta. Consumir ta...

Pedindo ajuda aos Indicadores

É bem incomum encontrar brasileiro disposto a investir no mercado de capitais, afinal de contas, além do risco mais elevado do que, por exemplo, o da poupança, é importante ter um conhecimento mais apurado para fazer a escolha adequada ao seu perfil. Poupança é um produto tão simples que não requer absolutamente nenhum tipo de controle ou conhecimento. Nem imposto de renda incide. Por outro lado, alguém conhece um único cidadão neste mundo que enriqueceu com os juros recebidos pela poupança, depois de corroídos pelo monstro da inflação? A conclusão a que chego é um tanto quanto óbvia. Quanto menos trabalho, menos esforço; quanto menos esforço, menos risco; quanto menos risco, menor a remuneração. Se investir no mercado de ações é, praticamente, comprar uma pequena fração de uma empresa e ter o direito de receber o seu lucro em forma de dividendos, além de outras possibilidades como bonificação, juros sobre capital próprio, direito de subscrição e a própria valorização da ação, quais sã...

Acionista consciente

Tem sido cada vez mais comum encontrar pessoas extremamente interessadas em investir na Bolsa de Valores, mas que não desejam correr o risco de perder o dinheiro investido. Bom, também deve ter muita gente por aí querendo ganhar na loteria sem ter que gastar dinheiro com as apostas, assim como uma série de pessoas querendo deixar a vida de executivo para viver como empresário, sem o risco do negócio não dar certo. Milagre não existe! Um golpe de sorte, talvez. É de suma importância que o investidor compreenda que investir na Bolsa implica em assumir o compromisso de um sócio capitalista de uma empresa. Apesar de não trabalhar nela, é importante que analise os indicadores financeiros e cobre os resultados. Para isso, é desejável que o investidor tenha conhecimento, de alguns documentos como, por exemplo, o da companhia na qual está investindo. O investidor não precisa dos mesmos conhecimentos dos profissionais de mercado, mas é fundamental que tenha uma noção macroeconômica, que o permi...

Pequeno Investidor

É natural que surjam dúvidas com relação ao tipo de investimento que deve ser feito. Essas interrogações são comuns, sobretudo, para quem está começando a guardar dinheiro e já percebeu que a rentabilidade da poupança é inexpressiva. O maior problema, no entanto, depois de decidido o grau de risco do investimento, é tomar decisões com base no montante disponível. Normalmente, especialistas dizem que para investir na Bolsa é importante começar com R$ 10 mil, o que é questionado por muitos investidores. A resposta mais comum e relevante é a diversificação de risco, mas acho importante que o pequeno investidor entenda melhor sobre os custos mensais que interferem no bom desempenho do seu investimento. Vejamos! Suponha que o investidor compre um lote de 100 ações, pagando um montante de R$ 1 mil, ou seja, R$ 10 por cada uma delas. Sabendo que é necessário pagar uma taxa de corretagem e supondo que esta taxa seja de R$ 20, o investidor possui R$ 1 mil em ações menos R$ 20 da taxa de cor...

Como investir no longo prazo ​​

O investimento em longo prazo não carece de tanta atenção quanto à demandada aos especuladores de mercado, que visam pequenos ganhos em operações de larga escala. Mas isso não significa que não existam algumas regras importantes a seguir para que o sucesso seja alcançado. Entendo longo prazo como um período mínimo de amadurecimento do capital investido. É pouco provável que, sendo sócio de uma empresa, qualquer investidor tenha seu retorno garantido em um prazo inferior a quatro anos. Ao planejar as finanças é importante que o investidor concentre seus investimentos de curto prazo em Renda Fixa e deixe para o mercado de ações as quantias que servirão para a realização dos grandes sonhos. ​ Imaginar que o investimento de longo prazo está inerte a riscos é o primeiro erro comum do investidor que busca conforto no mercado de ações. Todo investimento possui um grau de risco e o investidor precisa, inicialmente, aceitar possíveis perdas e se cercar de estratégias que minimizem as proba...

Jovens no mercado

Quando o jovem começa a trabalhar e entender que a sobra de caixa deve servir para investimento e não para o consumo, seja ele qual for, é que as dúvidas começam a surgir. ​ No passado, era natural que os primeiros investimentos da chamada “Geração X” (pessoas que nasceram nas décadas de 60 e 70) fossem direcionados à poupança. Afinal, a educação e exemplos que se tinha em casa refletiam a preocupação com a alta da inflação e os resquícios da Segunda Grande Guerra. Na época, prezava-se pela redução de riscos, em função das intempéries macroeconômicas. Essa geração cresceu e acompanhou o desenvolvimento do mercado, quebrando o paradigma de que bom investimento é aquele na poupança do banco onde o gerente é o grande amigo. Já a nova geração de jovens, chamada “Geração Y” (nascidos nas décadas de 80 e 90), consegue chegar ao mercado de capitais, mas com dúvidas e afoitos por informações que supram suas necessidades como investidores principiantes. ​ As universidades incluíram ...

​A Bolsa não me aflige mais

Nascemos, crescemos e nos desenvolvemos ouvindo que a Bolsa de Valores é um negócio de alto risco. Da mesma forma, somos convencidos em nossa fase heteronômica (quando estamos sujeitos à vontade dos outros) de que devemos minimizar ao máximo todo e qualquer risco. Assim, aprendemos que a melhor forma para garantir nosso futuro é investir na casa própria e guardar nosso dinheiro na poupança como um complemento da previdência social, motivo pelo qual devemos trabalhar subalternamente durante anos em uma empresa qualquer. ​ Se você não quer ter dor de cabeça, busca viver sem muito conforto e não se importa com a redução de padrão de vida na aposentadoria, esses são bons conselhos. Mas, se seu objetivo de vida for diferente disso, é importante buscar alternativas que satisfaçam suas necessidades e desejos. À medida que nos desenvolvemos, passamos a questionar as informações e saímos em busca de novas respostas. Ao lermos sobre o mercado financeiro e de capitais, percebemos que os i...

Professor: vida de cão

Fim das férias escolares, início do ano letivo. Período de reencontro dos professores para o planejamento das atividades acadêmicas. ​ Diferentemente daquilo que pensa uma grande maioria de alunos, os professores passam horas discutindo metodologia de ensino e aprendizagem, cronograma de trabalho, material bibliográfico e plano de ensino dentre uma série de outras atividades, cada qual relacionada com a sua área. Nestas reuniões, também são apresentadas, pela direção ou coordenação de curso, as novidades para o semestre. ​ Muito me chamou a atenção a preocupação que as universidades estão tendo com a redução de custos. Parece uma loucura, mas a verdade é que tem universidade reduzindo a carga horária de professor, juntando salas de diferentes cursos, mas disciplinas comuns, inventando novas metodologias de ensino, dentre outras séries de medidas que buscam aumentar o lucro da instituição ou até mesmo permitir a sua sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo. ...