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Mostrando postagens de 2008

Educação Financeira: cuidado!

Um dos maiores problemas encontrados na administração financeira pessoal é o controle dos gastos futuros. Para um ano que deve iniciar com turbulência no Mercado Financeiro e dar sinais de melhoria apenas no mês de março, a recomendação é o cuidado. ​ Cuidado nunca é demais, principalmente em se tratando de dinheiro. A euforia do recebimento do 13º salário visto nos anos anteriores já não é o mesmo em 2008, pois boa parte dele serviu para cobrir dívidas. ​ Ainda assim, com o Natal, muitas pessoas buscam crédito no mercado. Aconselho repensar sobre esta decisão já que a crise do mercado obriga as empresas a serem mais cautelosas, e para tanto, as taxas de juros em geral ficam mais altas. O resultado disso é que a sua conta parcelada ficará cara o suficiente para repensar sobre a real necessidade da compra ou para lhe causar transtornos futuros no momento da quitação das parcelas. Não é um bom momento para fazer dívidas, em qualquer instante as dificuldades financeiras ...

Educação Financeira: crédito

Muitas pessoas têm problemas sérios em lidar com o dinheiro. Por um lado, ele nos dá poder de compra, satisfação de adquirir bens e serviços que nos propiciam prazer e conforto, por outro lado, se não for bem administrado, pode ser fonte de grandes preocupações. ​ Em geral homens gastam com eletrônicos, canetas e relógios, já as mulheres buscam roupas, sapatos e cosméticos. Se um homem tiver dinheiro de sobra e entrar em uma loja de equipamentos eletrônicos, possivelmente comprará o equipamento com o maior número de funcionalidades, mesmo sabendo que não usará mais da metade delas. A probabilidade de uma mulher parar em uma vitrine de sapatos é grande e mesmo sabendo que não tem espaço no guarda-roupa para eles é capaz de comprá-los se a oferta for boa. ​ O consumismo por si só não é um problema, pelo contrário, ele é benéfico para a movimentação da economia, mas o consumo errado pode trazer grandes malefícios. ​ A facilidade de crédito é uma das mais famosas arapucas para...

Lei 11.788

Esse é o número da Lei publicada no Diário Oficial em 26 de Setembro de 2008, conhecida como a Lei do Estágio. ​ A Lei traz uma série de benefícios para os estagiários, em contrapartida traz também uma série de problemas, em especial a redução da Bolsa Auxílio, em letras miúdas, menos dinheiro no bolso em função da redução da carga horária de trabalho. ​ É uma tentativa de fazer valer a premissa básica do estágio, conforme prevê o Art. 1º da Lei: “...ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos ...” e não somente uma forma das empresas obterem mão-de-obra mais barata com a redução dos encargos trabalhistas. ​ A Lei envolve universidades, empresas e estudantes. As universidades, além de cumprir as exigências convencionais como providenciar os documentos, exigir relatórios de estágio e indicar um professor orientador, deverão certificar-se de que o estagiário está trabalhando em área ...

A moda agora é Educação Financeira

Educação Financeira não é saber se o homem deve ou não pagar a conta de sua convidada ao término do jantar, tampouco a forma e o procedimento correto a ser adotado ao solicitar um empréstimo ao amigo. ​ Educação Financeira é conhecer os produtos existentes no mercado e aprender a administrar as entradas e saídas de caixa, possibilitando o pagamento das contas necessárias, a aquisição de bens de consumo e o investimento do dinheiro não utilizado. ​ Todo mundo sabe que o princípio básico de uma economia saudável é gastar menos do que se recebe, mas o que nem todo mundo sabe é como aumentar as receitas e diminuir as despesas. ​ Antes de falarmos de administração financeira, é importante deixar claro que não existe idade para começar a entender de dinheiro, tanto isso é verdade, que existem cursos voltados para as crianças, a exemplo dos cursos “The Money Camp”, presente no Brasil desde 2006, que se diferenciam pelo dinamismo e aplicabilidade. ​ É comum encontrarmos crianç...

Seguro para quem investe em imóveis

Artigo redigido para uso da Machado de Campos Imobiliária  A verdade é uma só: em geral, o brasileiro não se preocupa com a possibilidade de incêndio em suas residências. ​ Essa é uma frase que poderia ser tomada por verdadeira há alguns anos atrás. Atualmente as coisas mudaram já que o brasileiro está aprendendo sobre proteção patrimonial. ​ Antigamente era comum fazer somente o seguro do automóvel em função da alta probabilidade de ocorrência de um sinistro, hoje fazemos também o seguro da casa em função da severidade da perda do patrimônio. ​ O seguro do carro custa em média 7% sobre o valor do bem, já o seguro residencial custa em média 100 vezes menos. ​ A imobiliária Machado de Campos traz para Campinas uma idéia que vem dando certo em outras cidades e no exterior: seguro para o imóvel desocupado, seja para locação ou venda. ​ O seguro feito na Porto Seguro, uma das marcas mais fortes do ramo no Brasil, tem por objetivo proteger o patrimônio do proprietário do imóvel contra inc...

Fui, sou, serei

Costumo me perguntar com certa freqüência quem eu fui e quem eu quero ser? ​ Quem eu fui é fácil de responder, pois é passado, já aconteceu, acabou. Tivesse sido ele bom ou ruim, não há mais nada que eu possa fazer para modificá-lo. ​ O passado influencia o futuro, mas usar essa premissa como subterfúgio para a aceitação de um presente sem graça é puro conformismo. ​ Entre passado e futuro, existe o presente e para encontrar a melhor resposta para quem eu quero ser é necessário questionar quem eu sou? ​ Não importa o quão distante está o passado do futuro, a questão é simples: quem eu sou hoje será o quem eu fui de amanhã; a história ainda não chegou ao fim e o livro ainda não está fechado. Devemos planejar o nosso futuro a partir de hoje, não de ontem, muito menos de anos atrás. O que passou, passou. É hora de rever os erros, repará-los e buscarmos o pleno sucesso, escrevendo as páginas que ainda estão em branco. ​ Quero ser um bom ser-humano, para tanto, sou  honesto, ético e ...

Melhor & Pior

Em uma conversa por telefone, ouvi de uma pessoa que considero demais e o tenho como referência de ser-humano, que ele vem de uma escola elitista. ​ Elitista é uma pessoa partidária ao elitismo, um sistema que favorece uma elite, que é o que de melhor há na sociedade. ​ O que ele quis dizer é que não se contenta com pouco, buscando superar os seus limites e sair da zona de conforto por si próprio, sem a necessidade de um “empurrãozinho”. ​ Cada pessoa deve transcender os seus limites, vencer os obstáculos que surgem e encontrar a melhor forma de conduzir a vida com retidão, em prol de uma sociedade mais justa e perfeita. ​ Elite nada tem a ver com a quantidade de dinheiro ou o patrimônio conquistado, mas com a riqueza de espírito e de civismo, sempre buscando o melhor. ​ Ser elitista não significa ser melhor que os outros, mas ser melhor que você mesmo, conhecer as próprias fraquezas e digladiar com elas vislumbrando uma vitória honrosa. ​ O filme Tropa de Elite mostra, dentre tantas ...

Pró-atividade

Tenho reparado que muitos jovens inserem no currículo palavras soltas como pró-atividade, como se a pró-atividade fosse um grande diferencial. ​ Pró-atividade nada mais é que a iniciativa em buscar soluções para os desafios que aparecem diariamente, uma obrigação de qualquer profissional. Uma palavra que saiu de moda, mas que sugere um comportamento melhor que a pró-atividade é comprometimento. ​ Se o profissional é comprometido com a empresa e com as suas obrigações, em geral não mede esforços para atingir suas metas e objetivos, criando caminhos que o permita ser mais competitivo e para tanto, mais pró-ativo. ​ Compromisso não significa doação da alma para a empresa, mas a busca incessante por bons resultados, promovendo os melhores esforços para que esses resultados venham a acontecer no menor prazo possível. ​ A qualidade do serviço depende diretamente do compromisso e para tanto, desempenhar com afinco as tarefas e aperfeiçoar os processos é uma obrigação de cada profissional e nã...

A dor do aprendizado

Aprender dói, sabia? ​ Não é fácil passar pelo período de aprendizado. Nós não nos lembramos do desafio de aprendermos a andar pois éramos muito pequenos, mas temos boas recordações dos hematomas, cicatrizes e enormes quantidades de curativos que já fizemos em função das quedas de bicicletas e árvores escaladas. ​ Para aprender é preciso ousar, tentar, errar, tentar mais uma vez, ser persistente e não desistir enquanto for possível. O impossível nós fazemos, já o milagre... bom, esse demora um pouco mais. Como gosto de usar provérbios, um que cai muito bem aqui é: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Gosto de dizer que as pessoas mais bem sucedidas não são as mais brilhantes, mas as mais persistentes. ​ Por outro lado, devemos ter o cuidado de não ficar “dando murro em ponta de faca”. Quem é que nunca ouviu que persistir no erro é burrice? ​ Somos capazes de desafiar as nossas próprias expectativas, mas é tolice acreditar que persistir sem reflexão é uma causa natural da ...

Prova para que?

A palavra P-R-O-V-A normalmente assusta. Por mais preparado que esteja o aluno, ao saber que o dia da prova está próximo, começam os “friozinhos” na barriga, não é verdade? ​ Existem muitas formas de se avaliar o desempenho do aluno, embora na minha visão a prova não seja a melhor, nem a única, é com base nela que as instituições de ensino avaliam, eventualmente cumprindo o que rege a legislação vigente. ​ A prova é apenas uma ferramenta que aufere a qualidade de aprendizado do aluno, que está sendo colocado, como o próprio nome diz, à prova. ​ É o momento em que o aluno pode demonstrar, comprovar, revelar o seu nível de conhecimento. Para que esta premissa seja verdadeira, tenho o costume de aplicar uma prova no primeiro dia de aula - que obviamente a nota não é computada para efeito de resultado - e a mesma prova ao término do semestre. ​ Não surpreendentemente, os erros são substituídos por acertos e então fica clara a percepção de crescimento intelectual promovido pela instituição...

Dinheiro não traz felicidade. Será?

Quantas vezes não ouvimos a história de que dinheiro não traz felicidade? E a resposta de que não traz, mas compra? ​ Em minhas aulas de Mercado de Capitais, costumo mostrar aos alunos que essa história é muito mal contada. ​ De um lado, muitas pessoas se gabam dizendo que o dinheiro traz comodidade, luxo, enfim, que dinheiro chama dinheiro e para tanto, vive-se melhor e conseqüentemente, mais feliz. ​ Por outro lado, ouço dizer que o dinheiro compra uma casa, mas não compra um lar; compra o relógio, mas não o tempo; o livro, mas não o conhecimento; paga-se o médico, mas não se compra saúde e até o sexo, mas não o amor. ​ A grande verdade é que o rico não é feliz por ter uma casa, um relógio, livros, médico e sexo. Tem muita gente afortunada que possui um lar repleto de alegria com sua família, administra bem seu tempo, passando boa parte dele com os filhos e a saúde vai muito bem, obrigado! ​ Conheço muita gente rica e feliz, assim como gente que não tem o que fazer com o dinheiro e v...

Artigo sobre um artigo

Escrever um artigo é emocionante, imaginar quem o lê é magnífico e interagir com o leitor é sensacional. ​ Escrever exige apenas capacidade de contextualização, assim como um bom estudo sobre a matéria, já que um programa de editor de textos corrige os erros gramaticais, não é verdade? Lamento informar, mas se é isso o que você pensa, está redondamente enganado. A língua portuguesa possui palavras semelhantes com significados completamente opostos como “ratificar” que implica em confirmar algo, validar e “retificar” que significa corrigir, restaurar. ​ Supondo que o autor quisesse dizer que João corrigiu o seu erro e ao invés de dizer que João o “retificou”, dissesse que ele “ratificou”. Coitado do João que se esforçou tanto para não falhar novamente e acabou prejudicado pelo autor de sua história. ​ Esse tipo de erro, o editor de texto não corrige, assim como algumas concordâncias nominais e verbais. ​ É muito comum encontrar nas empresas profissionais que redigem seus e-mail’s com in...

Onde foi que eu errei?

Enquanto estagiário aprendi, dentre tantas coisas, uma em especial que mudou a minha forma de agir. ​ Meu superior, hoje meu sócio, dizia: “As pessoas erram por apenas dois motivos. O primeiro é a falta de segurança, o segundo é o excesso dela”. ​ Acreditem que o segundo é mais perigoso que o primeiro e tem uma probabilidade altíssima de causar um estrago catastrófico. ​ Normalmente erramos pela falta de confiança quando enxergamos algo novo à frente e precisamos decidir que rumo tomar. Para evitar esse problema é importante que haja uma pró-atividade com responsabilidade. A incerteza, assim como a omissão, pode levar a um julgamento errado e prejudicar a coerência na tomada de decisão, assim, o melhor conselho é buscar conhecimento e ajuda. ​ Quantas vezes não ouvimos: “Eu sabia fazer, mas deu branco”. Esse “branco” se dá pela falta de confiança. ​ Um exemplo da falta de confiança é aquela cantada na garota mais cobiçada da turma que não deu certo. Você treme, sua, a garganta engasga ...

Sua vida é um pernil?

Em outros países é comum o aluno participar, durante as férias escolares, de cursos para enriquecer o seu aprendizado, o que lamentavelmente não acontece no Brasil. ​ O reflexo disso é a má qualidade do profissional que entra para o mercado, resultando em baixa produtividade nas empresas e em última instância, como uma bola de neve, uma economia lenta para um país que poderia e deveria se desenvolver com uma velocidade muito maior. ​ É comum encontrar nas empresas, bem como no meio acadêmico, brasileiros que mal falam a língua vernácula, dizem ser pró-ativos como se a pró-atividade fosse exclusivamente o bom desenvolvimento de suas funções, deturpando a idéia de gente formadora de opinião, com iniciativa, descobridora, empreendedora, capaz de discernir a obrigação da criação, pessoas que buscam cumprir o seu horário em busca do seu salário e aceitam como verdade qualquer tipo de informação ao invés de pensar sobre o sentido das coisas, sugerindo inclusive, outras formas de se atingir o...