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Carreira, sucesso e felicidade.

Não sou filósofo, psicólogo, pedagogo e muito menos intelectual. Sou uma pessoa comum, humilde, sem respostas e cheio de perguntas. No início de 2017 viralizou na internet o texto intitulado “A geração que encontrou o sucesso no pedido de demissão” de autoria de Ruth Manus, publicado em agosto de 2016. O texto começa com histórias de amigos que deixaram empregos estáveis para a realização de sonhos. Um deles, formado em comércio exterior foi morar em um hostel, outro de multinacional largou tudo para fazer hambúrgueres, uma amiga advogada que abdicou de uma vida confortável no Brasil para viver de forma mais simples no exterior e uma executiva feliz com a demissão, tendo, enfim, encontrado tempo para surfar. Ela sugere que seja possível aceitarmos um novo modelo de sucesso, sem desperdiçar tempo, saúde e vida com diploma e carreira, tratando, em essência, de padrões de comportamento geracional. Foram tantos comentários e respostas sobre os comentários, que confesso não...

Criança, consumo e educação financeira

Muito se discute sobre educação financeira para crianças e jovens. Alguns argumentam tratar-se de um processo de adultização, outros de uma necessidade advinda de uma mudança da sociedade, transformada por questões econômicas, políticas, tecnológicas, culturais e sociais. Quando uma menina calça os sapatos de salto alto da mãe e passa batom, pode ser considerado natural, uma brincadeira, mas quando a criança passa a ter hábitos de adultos, com o seu próprio sapato de salto alto e o seu kit de maquiagem, é que se manifesta o fenômeno de adultização, intimamente relacionado com as ofertas de produtos para o público infantil. Em função de uma série de eventos históricos que modificaram as relações sociais, as crianças ficaram mais expostas à mídia. Os pais passaram a trabalhar em tempo integral, as mulheres ganharam espaço no mundo do trabalho, as separações ficaram mais comuns, a rua ficou mais violenta, os espaços públicos de convivência foram reduzidos e as crianças passaram a...

E se o FGTS fosse facultativo?

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço tem por finalidade a formação compulsória de reserva financeira do trabalhador, paga pelo empregador, para ser utilizada especialmente em caso de demissão sem justa causa, aposentadoria ou aquisição do primeiro imóvel residencial próprio. Para o caso de demissão sem justa causa, a verba pode servir de complemento ao seguro desemprego e em caso de aposentadoria, como complemento de renda, ambos provenientes do fundo da Previdência Social, já previstos para essas finalidades. O FGTS foi instituído em 1966, de forma facultativa e passou a ser obrigatório com a Constituição Federal de 1988, passando a ser um direito social constitucional. Recentemente o empregado doméstico passou a ser incluído, com a Lei Complementar no 150 de 2015. Enquanto o trabalhador não resgata a verba, ela é utilizada para o financiamento de empreendimentos nas áreas de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura e desenvolvimento urbano, em consonância...

Empresário antes dos 30

Jovens não querem saber de carreira, horário fixo ou hierarquia organizacional das corporações. A independência, criatividade e inovação satisfazem mais seus estilos de vida.    Os jovens universitários e recém-saídos das instituições de ensino superior tem demonstrado forte inclinação ao empreendedorismo e pouco interesse na ascensão profissional por meio de carreira executiva em corporações. Estudos apontam que regimes hierárquicos organizados e gestão centralizada são percebidos como limitadores das habilidades e criatividade do jovem, em contrapartida, o exacerbado apetite ao risco e a imaturidade reduzem as possibilidades de sucesso. Alguns jovens, no entanto, optaram por seguir seus instintos, criaram suas empresas e contam um pouco sobre seus empreendimentos. O que eles têm em comum? Fizeram faculdade na área de negócios, enxergaram uma oportunidade e se dedicaram a construir aquilo que era apenas um sonho. Olha o Churros   |   www....

Nem tudo é dinheiro

Velho pensamento chinês e a experiência pessoal podem contrariar a ideia de que o dinheiro seja o objetivo a ser alcançado por quem trabalha. As mudanças, muito comuns e bem aceitas pelo mundo do trabalho, são representadas pelas características positivas de pró-atividade, motivação, adaptabilidade, dinamismo e perspectivas de crescimento do profissional, marcadas, muitas vezes, pela possibilidade de maior remuneração. Por outro lado, a estabilidade no emprego pode sugerir maturidade, capacidade de relacionar-se no longo prazo, demonstrando elevados padrões éticos e morais, bom alinhamento dos objetivos pessoais com os corporativos, assimilação da cultura organizacional, poucos conflitos e harmonia no ambiente de trabalho. Faz sete anos que leciono e trabalho na universidade e confesso que foram os melhores anos da minha vida. Trabalhar em um ambiente agradável, com pessoas inteligentes e de elevado padrão moral é um presente divino e que pretendo continuar recebendo por longo...

Empresário antes dos 30 (Parte 2)

Plano de carreira bem definida deixou de ser um atrativo para os jovens, que buscam flexibilidade, valorização pessoal, independência e ascensão financeira. Como professor de finanças do curso de Administração, costumo mostrar nas primeiras aulas a importância do conteúdo conceitual da disciplina para aqueles que desejarem seguir na área financeira ou mesmo empreender. O brilho no olhar dos alunos é encantador. Não muito raro universitários recém-formados se aventuram na criação de um negócio, depois de terem se apropriado de uma série de conhecimentos que os qualificam a elaborar um plano de negócios, contendo análise de mercado, produto e financeira. Empreender envolve risco, organização, estratégia, visão sistêmica, dedicação, disciplina, perseverança e muita paixão. Apresentarei a seguir 3 empresas de ex-alunos que empreenderam e aceitaram contar como tudo começou. Café com bolo   |  www.ocafecombolo.com.br Em 2012 a jovem empresária realizou o sonho...

Falar é fácil, quero ver fazer

Em momento de crise, perda do emprego, aumento dos custos e falta de dinheiro, as pessoas saem em busca de dicas para o ajuste das contas. Certo dia eu estava em sala de aula e um aluno questionou se eu poderia ir até a empresa da família para ajudar a entender as contas e como poderia ajudar na solução da falta de caixa. Isso me fez lembrar aquelas pessoas que pedem para o médico dar só uma “olhadinha” sem cobrar a consulta, ou aqueles advogados que são apenas consultados para uma “opinião” sem o pagamento de honorários. Parece-me endêmica no brasileiro essa busca pelo serviço prestado sem a contraparte financeira, desprestigiando o conhecimento teórico. No caso do médico, é uma “olhadinha” gratuita. Se for preciso um procedimento, aí se discute valores, negocia-se e por que não aquele pedido de descontinho? Não ficaria assustado se decidisse fazer o procedimento com outro mais baratinho. Já com o advogado, os custos com cópia e taxas processuais as pessoas aceitam re...