Quem é você?

- Um capuccino, por favor.

Foi o meu pedido em uma cafeteria da ala nova do Shopping Iguatemi de Campinas, quando eu, sozinho, aguardava a chegada de minha esposa para o jantar em um restaurante do shopping.

Pessoas andavam de um lado para o outro e então observei a quantidade de gente que passava por mim e me ignorava completamente. Por que vivemos tão próximos e não nos conhecemos?

Aproveitei esse momento de reflexão para complicar ainda mais a linha de raciocínio: por que as pessoas se ignoram? Essas pessoas vêm e vão e nenhuma delas se conhece?

A verdade é que somos individualistas e fazemos pouco caso das pessoas em geral. Na universidade onde leciono, são poucas as pessoas que conversam com os ascensoristas, conhecem os bombeiros, dirigem-se aos serventes, apertam a mão do bedel ou mesmo cumprimentam tantas pessoas que as servem sempre com um sorriso estampado no rosto.

Essas pessoas fazem parte do nosso dia-a-dia e sequer tomamos o cuidado de perceber a existências delas, um grande erro.

Infelizmente desconheço o autor da história que vou contar:

Diariamente um caiçara saía de sua casa rumo ao trabalho e independentemente das condições meteorológicas, reservava cinco minutos do seu tempo para atravessar a areia em direção ao mar.

Ele se abaixava, pegava uma estrela-do-mar e lançava ao mar, repetidamente por cinco minutos, todo dia.

Uma senhora, que caminhava à beira-mar observou o jovem e perguntou:
​- Por que motivo faz isso?
- Minha senhora, estou salvando essa estrela-do-mar.
- Isso não faz muito sentido. Existem milhares de estrelas-do mar morrendo nas areias do mundo inteiro e o que você está fazendo não vai fazer a menor diferença.

O jovem se abaixa novamente, pega uma estrela-do-mar, lança ao mar e diz:
- Para esta estrela-do-mar, eu fiz diferença.

O homem costuma dizer que passarinho que leva água no bico não apaga incêndio. Talvez não apague o incêndio, mas pode salvar uma vida. Talvez um passarinho não apague o incêndio, mas e se fossem milhões de passarinhos?

É hora de pensar em mobilização, mas antes disso, que tal se você fizer diferença?

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